O SUJEITO DA COR

O SUJEITO DA COR
 

A cor é um sujeito assim como o homem, o objeto e a natureza. Entre as teorias da cor da ciência de Newton, da filosofia de Goethe, da pintura de Da Vinci e das novas descobertas da física quântica – que consegue fotografar partículas que nunca viram a luz; estamos num processo de revelar que a cor é um sujeito da existência, possibilitando um outro diálogo de percepção com tudo que a reflete ou que a assimila neste universo.

A fotografia pode ampliar este debate quando se apropria da liberdade estética e constrói outras funções para o uso da cor. Ao invés do homem, do objeto ou da natureza serem os maiores protagonistas, a cor adentra esse espaço de força e possibilita outras compreensões para os estados da imagem.

O vermelho pode questionar os limites entre o sangue que faz a vida acontecer e a violência do progresso que desrespeita os direitos humanos. O verde que nos faz seguir em frente no fluir de todas as naturezas, mas que denuncia o uso indevido do conhecimento por parte dos homens. O azul, nos envolvendo no encontro das águas do céu do corpo de cada um e demostrando o desequilíbrio dos privilégios das sociedades de alguns.

Os olhos humanos tem três cones internos que são sensíveis as cores vermelhos e laranjas, azuis e violetas, verdes e amarelos, se assemelhando assim ao sistema de cor das máquinas digitais RGB (Red, Green and Blue).
 
Fotografia
Tamanhos variáveis
Impressão de tinta mineral em papel de algodão revestido
2014/2015