ENXERTOS

ENXERTOS
 
Fui convidado pelo artista Carlos Teixeira para criar um trabalho com fotografia a partir da sua obra Enxertos. A obra dele são inserções de ferro perfurando árvores vivas, foi desenvolvida inicialmente nos jardins de sua casa e depois transformadas em maquetes fechadas que geraram fungos como que numa resposta natural a primeira intervenção.
A fotografia entrou nesse processo como uma máquina do tempo que pudesse em camadas de imagens representar esta pesquisa sobre a rejeição, incorporação e crescimento dos seres vivos com o mistério da criação e sua relação com os objetos inanimados. O enxerto em mim é a humanidade no meio do infinito, o macaco transformado em artista no palácio das artes, o acasalar virando fungo nas nossas cascas de concreto e televisão, o azulejo do masculino se desfazendo no ver de feminino, um presente qualquer guardado num papel de algodão para algum dia ser aberto na visão comum do último homem.
 
 
Fotografia
Tamanhos variáveis
Impressão de tinta mineral em papel de algodão
2012
 
 
Carlos Teixeira – www.vazio.com.br